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Centro Cultural de Eventos e Exposições de Nova Friburgo-RJ – 2014

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Projeto vencedor de concurso nacional de arquitetura

O edifício pretendido tem a responsabilidade de valorizar o turismo, o comércio, a gastronomia e o patrimônio cultural da cidade de Nova Friburgo e do circuito serrano do Rio de Janeiro, abrigando suas feiras, festivais e os demais eventos oriundos dos negócios realizados na região. Além disso, deve oferecer à população local um lugar de convívio ou até mesmo um ponto de parada e contemplação das belezas naturais e desta intervenção antrópica aos viajantes.
Um edifício que potencialize a flexibilidade de usos e aproveite o seu sítio de implantação. Um espaço de encontro e promoção da cultura das cidades da região serrana do Rio de Janeiro. Um objeto construído que promova a fruição e contemplação da paisagem circundante.
A concepção do projeto do Centro Cultural de Eventos e Exposições de Nova Friburgo leva em consideração as seguintes premissas:

  • A qualificação da relação entre espaços interiores e exteriores, promovendo flexibilidade dos tipos de usos.
  • O aproveitamento da geometria do lote de modo a criar espaços livres, setorizando os usos: eventos, serviços e estacionamento de modo a permitir o máximo de flexibilidade.
  • O entendimento do edifício como objeto referencial posicionado às margens de uma rodovia, propondo uma volumetria de clara visualização e reconhecimento por parte dos usuários em deslocamento.

Dessa forma, o programa foi organizado num volume único que abriga as principais atividades culturais no nível do chão. Propõe-se a flexibilização dos ambientes internos do pavilhão de forma que possa ter várias configurações. Para isso, foram desenhados auditório e salas de reunião que permitem o recolhimento das paredes e, consequentemente, o aumento significativo das áreas expositivas. 

Além dessa maximização interna do nível térreo foram propostas, junto à fachada norte, portas pivotantes, que permitem integrar espaços internos e externos, conectando a praça de eventos externa aos ambientes cobertos do pavilhão cultural. O piso da praça é composto de módulos pré-fabricados de material cimentício granulado e permeável à água.

Como complemento ao programa, sugere-se a construção de um palco para apresentações ao ar livre, permitindo a ampliação do alcance das atividades possíveis. Calcula-se que esta área livre externa possa abrigar até 10.000 pessoas confortavelmente.

Aproveitando-se a declividade natural do lote para os fundos desenhou-se uma área de serviços e carga e descarga na cota mais baixa do terreno. 

Esse trecho do edifício constitui-se de três pavimentos, sendo que os dois superiores abrigam a praça de alimentação e um restaurante, podendo assim atender também a eventos no espaço expositivo principal. Dos pisos superiores é possível usufruir das visuais generosas da região serrana em direção ao leste da gleba.

A construção foi pensada de modo a utilizar o máximo de pré-fabricação e industrialização dos componentes, daí a escolha da estrutura metálica, por exemplo. Além de garantir uma construção mais rápida, esse sistema garante a economia de materiais e a racionalidade na construção. 
Nas fachadas, utilizou-se um sistema de dupla envoltória, permitindo a filtragem da luz natural e seu aproveitamento. A cobertura do espaço de exposições em sheds conta com um sistema automatizado de medição e regulagem da iluminação solar, controlando assim as necessidades de luz interior e equilibrando a demanda de energia elétrica consumida.
Nas coberturas e abaixo do palco exterior encontram-se as áreas técnicas: subestação, geradores, casas de bombas, reservatórios e equipamentos de climatização.

 

Autores

Dario Corrêa Durce
Emerson Vidigal
Eron Costin
Fabio Henrique Faria
João Gabriel Moura Rosa Cordeiro

 

Coautores

RDLM (Portugal)

 

Colaboradores

Felipe Santos
Marcelo Miotto
Martin Goic

 

Consultores

AFA Consult (Portugal)

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