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UNIDADES HABITACIONAIS COLETIVAS - SAMAMBAIA - DF

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Unidades Habitacionais em Samambaia

Samambaia, DF – 2016

Projeto recebeu menção honrosa em concurso nacional de projetos de arquitetura.

O espaço urbano da cidade de Samambaia, satélite de Brasília, revela grandes áreas com espaços livres de uso público localizadas nos intertícios do seu parcelamento. A partir da leitura desse lugar, percebe-se que nem sempre a abundância de território livre significa a possibilidade de fruição da cidade para a maior parte da população.

Levando em conta essa situação, a lógica que organiza a implantação dos edifícios nos cinco lotes propostos para esse concurso considera as seguintes premissas:

  • Valorização do espaço intersticial. Os volumes prismáticos de apartamentos orbitam ao redor de um pátio central. Desse espaço principal irradiam as forças que organizam, não só o partido arquitetônico, mas também as relações humanas entre os moradores e seus vizinhos.
  • Fragmentação da volumetria. A volumetria é decomposta em segmentos menores de forma que, a partir do espaço público, sejam percebidos como vários volumes, numa estratégia que busca reduzir a aparência monolítica da edificação e realizar a transição da escala do entorno.
  • Identificação de cada edifício a partir da sua materialidade. A proposta em alvenaria estrutural cerâmica confere identidade própria aos conjuntos edificados. Sua textura e coloração propiciam uma atmosfera coerente com o uso habitacional. O edifício não possui excessos, nada ali é supérfluo. Ele é fruto e consequência imediata de seu processo de execução.
  • Variação da orientação dos apartamentos. Serão 47 apartamentos de dois dormitórios orientados, sempre que possível, de forma a minimizar os efeitos da insolação oeste. Procura-se compor um edifício que não possua fachada de “fundos” de modo a estabelecer diálogo com os espaços circundantes.
  • Adaptabilidade das soluções de planta. O desenho dos apartamentos permite, com pequenas reformas, atender à norma de acessibilidade NBR9050. Evitou-se, por exemplo, a necessidade de quebras de parede para a adaptação das unidades. A instalação de barras de apoio e inversão da abertura das portas já permite o acesso às instalações sanitárias. As circulações e espaços internos e externos do apartamento também atendem tanto às normas de acessibilidade quanto as diretrizes do programa Minha Casa Minha Vida.

 

Autores:

Emerson Vidigal, Eron Costin, Fabio Henrique Faria, João Gabriel Rosa, Martin Kaufer Goic

Colaboradores: 

Astrid Harumi Bueno, Felipe Sanquetta, Leonardo Venâncio, Marcelo Miotto, Mariana Steiner Gusmão

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