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Masterplan para a Orla do Paranoá - Brasilia - DF

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“Evitou-se a localização dos bairros residenciais na orla da lagoa, a fim de preservá-la intacta, tratada com bosques e campos de feição naturalista e rústica para os passeios e amenidades bucólicas de toda a população urbana.”

Lúcio Costa, trecho do item 20 para o Plano Piloto.

 

Margeando Brasília

Brasília, cidade inventada. Cidade dos grandes espaços livres, monumentais e cívicos. Símbolo da intenção de dominar o território de um Brasil continental através da construção de uma metrópole no interior do país.

O plano piloto, projeto construído para dar forma a essa ideia, e reconhecido como patrimônio da humanidade pela UNESCO a partir de 1987, deu conta de criar uma cidade viva, interessante como urbe e assumida pelos cidadãos como capital e pelo mundo como valor cultural.

Partindo do princípio que o desenho do Plano Piloto colabora então para construir a noção de identidade da capital, um Masterplan para a Orla do Paranoá deve ter como premissas: o respeito pelos espaços definidos dentro do perímetro do plano; o reforço e a ampliação de seus atributos qualitativos; e, porque não, a contribuição para a construção simbólica do ideal de cidade.

Além disso, pretende-se que os parques desenhados nas margens do Paranoá possam colaborar no debate atual sobre a criação e a qualificação dos sistemas de espaços livres das cidades e sobre como a população ganha em bem estar e qualidade de vida quando seu desenho é bem sucedido e incorporado no dia a dia do cidadão.

Rediscutindo a Escala Bucólica

O plano original de Lúcio Costa propunha de forma idealizada quatro grandes escalas de planejamento já bastante conhecidas: a monumental, a residencial, a gregária e a bucólica.

Das quatro, percebe-se que a escala bucólica teve o desenho mais indefinido nos primeiros esboços do planejamento original.

No plano piloto seria a escala bucólica aquela das praças, jardins, parques e da orla do Paranoá, acontecendo no interstício das demais escalas. De fato, a ideia tinha um potencial para configurar um sistema urbano de espaços livres rico e que contribuísse na construção da imagem da cidade.

No entanto, com o crescimento das áreas residenciais no Lago Sul e no Lago Norte e a implantação dos clubes e áreas de comércio e serviços, a margem do lago não conseguiu realizar de forma consistente a desejada escala bucólica. Surgiram descontinuidades, rupturas, compartimentações e o percurso fruitivo de orla foi sendo interrompido ao longo dos anos. Ou seja, as áreas bucólicas aos poucos não se estruturaram de maneira que permitissem o deleite, o descanso e o devaneio como previa o plano original.

Retomando o Espaço Público

A presente proposta de Masterplan tem uma significação fundamental dentro desse contexto: retomar os espaços públicos para oferecer aos cidadãos em geral a possibilidade de usufruir de seu lago, de suas paisagens, enfim, da escala bucólica.

Não necessariamente uma escala bucólica com as mesmas características defendidas no plano original e sim um local de encontro e fruição da vida ao ar livre.

De fato, os espaços livres da Orla do Paranoá carecem hoje de desenho e de usos que garantam vitalidade urbana. De certa forma, esses usos têm potencial para construir espaços gregários de uma forma distinta daquela prevista no plano original: espaços de encontro para atividades esportivas, culturais, educacionais e de serviços. Lugares de comtemplar e usufruir das paisagens e da qualidade de vida ao ar livre.

Para isso, no entanto, o primeiro passo seria a retomada das áreas cercadas que deveriam ser, tão logo seja possível, transformadas em espaços públicos.

 

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Na tentativa de planejar os grandes espaços de governo, os territórios localizados na borda do plano piloto sofreram com a qualidade de planejamento e com o domínio dos lugares públicos por uma quantidade inumerável de compartimentações privadas. A orla do Lago Paranoá hoje é reflexo de uma situação em que o estado permite que os espaços públicos sejam assumidos pela esfera privada, por conta principalmente do ônus para sua manutenção. Nesse sentido, é indispensável pensar em como esses espaços, quando reintegrados ao domínio público, serão geridos financeiramente.

Sabemos que um plano sempre se estrutura de forma idealizada, mas nunca se realiza exatamente da forma pensada a priori.

Para aproximar o ideal do real, são necessárias políticas públicas que deem suporte às intenções de projeto e, principalmente, recursos para sua manutenção. É indispensável também a revisão permanente, afinal um plano urbanístico é sempre uma obra aberta sujeita à colaboração de inúmeros agentes.

O poder público tem um papel fundamental na garantia do acesso do cidadão aos espaços da cidade. Mas o estado não age sozinho. Os cidadãos se organizam, podem participar das decisões, podem convergir ou divergir naquilo que desejam dos espaços livres de suas cidades.

O Masterplan da Orla do Paranoá é a oportunidade para redesenhar novas concepções com base numa ampla discussão com a sociedade organizada. Seu desenho aponta nesse sentido a necessidade de força de intervenção original conjugada com a flexibilidade de adaptação.

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O Termo de Referência para o Concurso do Masterplan do Lago Paranoá/Orla Livre apresenta claramente diretrizes Urbanístico-Paisagísticas e diretrizes para a mobilidade urbana. Seu texto explicita também princípios e elementos que regem o Plano de Uso e Ocupação da Orla.

Conjuntamente, esses documentos fazem também um levantamento considerável de atividades já incorporadas ao dia-a-dia desses espaços, bem como as fragilidades e potencialidades que cada sítio possui.

A presente proposta de Masterplan considera a necessidade de respeitar os pontos constantes do Termo de Referência, bem como sugere uma síntese dessas premissas na seguinte forma:

  • Reintegrar ao poder público as áreas não contidas nos lotes oficiais;
  • Incrementar a possibilidade de acessos às margens do Lago Paranoá, criando permeabilidades a partir do tecido existente. Para isso, deve ser previsto um desdobramento de ações que possam ser implementadas no curto, no médio e no longo prazos em termos de sistema viário, transporte coletivo e mobilidade urbana.
  • Interligar as áreas verdes objeto do Masterplan às existentes, constituindo assim um sistema de espaços livres contínuo e acessível. Além disso, a conexão entre as áreas prevê a possibilidade de criação dos corredores ecológicos contribuindo para a evolução adequada da flora e fauna da região.
  • Recompor as fitofisionomias do bioma cerrado adequadas a cada setor: cerrado sentido restrito e cerrado no sentido amplo, nos casos em que existam condições de fertilidade dos solos, microclima e umidade.
  • Implantar espécies originárias de mata galeria, mata ciliar e wetlands nas margens do lago, sempre que possível, emoldurando as visuais para os corpos água.
  • Manter, sempre que possível, a vegetação existente nas áreas loteadas não oficiais, mesmo exóticas, caso estas não sejam prejudiciais às espécies de cerrado. Algumas dessas árvores já adultas, além do potencial paisagístico, garantem sombra a uma boa parte dos espaços livres e serviriam como indutores de ocupação no curto prazo.
  • Garantir continuidade dos percursos peatonais e ciclísticos paralelamente à linha d’água. Essa premissa de projeto promove o acesso com conforto a variadas distâncias de caminhamento e tem o potencial de manter a movimentação de pessoas em muitas das áreas ao longo do dia, e em grande parte delas, inclusive à noite.
  • Criação de redes de transporte perimetrais, externas à área da orla, colaborando com a circulação viária dos bairros no entorno do lago. Uma linha de ônibus turístico é sugerida com paradas em cada uma das praças de acesso aos setores de lazer propostos.
  • Propor um sistema aquaviário de transporte com possibilidade de conexões intermodais: bicicleta, ônibus, carro e embarcação. Cada estação intermodal contará no mínimo com: ponto de parada de ônibus, estacionamento, bilheteria, sanitários, vestiários, paraciclos e bicicletários.
  • Traçar elementos arquitetônicos com forte identidade geométrica, reforçando a caracterização das áreas polo da intervenção, tornando fácil sua leitura e reconhecimento pelos visitantes.
  • Construir equipamentos de apoio às atividades ao ar livre, respeitando os afastamentos previstos dos corpos d’água (30m), bem como o afastamento preventivo em relação aos lotes legalmente constituídos (20m). Na maioria dos casos esses equipamentos podem ser modulares e pré-fabricados em partes, de forma que garantam logística facilitada de canteiro de obras e menor intervenção nas áreas verdes sensíveis. Ao mesmo tempo a ideia de uma arquitetura modular é promover uma identidade visual comum às áreas de intervenção.

 

Área 1 – Lago Sul

Esse trecho se inicia próximo à cabeceira norte da Ponte das Garças que funciona como importante porta de acesso às áreas públicas desse setor da Orla do Paranoá.

Vários usos são previstos para esse local. Entre eles a proposta prevê um terminal intermodal para transporte aquaviário (1) e uma marina (2) com capacidade para 60 embarcações em vagas molhadas. Os atracadouros desses equipamentos podem inclusive contar com área pública para embarque e desembarque.

De forma a qualificar os acessos de pedestres e possibilitar a transferência intermodal da bicicleta e ônibus para o sistema aquaviário, são previstas duas passarelas de conexão: uma junto ao calçadão da via L4 Sul (3) e a outra na área ao norte (4), para além da mesma via.

Paralelamente à Ponte das Garças sugere-se a implantação de uma ponte de pedestres compartilhada com ciclistas (5) de forma a promover maior conectividade com os trechos adjacentes ao sul.

O trecho seguinte, ao sul da Ponte das Garças, prevê um atracadouro para embarcações (6). Esse píer forma conjunto com áreas esportivas e de lazer organizadas ao redor de uma praça de chegada (7). O espaço constitui a primeira entrada a partir da EPDB (Estrada Parque Dom Bosco) ao sistema de espaços livres dessa área da Orla do Lago Paranoá.

Seguindo na direção leste temos áreas de estacionamentos (8), trilhas (9) e churrasqueiras (10), associadas à mata ciliar de borda proposta na intervenção (11).

Na sequência temos uma área de possível acesso a partir da EPDB. O caminho nesse trecho culmina com o atracadouro (12) e deriva também para a área de mirante vertical (13).

Ao Nordeste dessa área está previsto um programa associado a locais de lazer: praia (14), píer, mirante e decks (15) sobre a água. A faixa de areia da praia tem comprimento aproximado de 700 metros. Conforme apontado anteriormente, esse componente paisagístico é delimitado, na extremidade oeste, pelo mirante vertical que ocupa a pequena península natural formada entre a praia e um atracadouro público. A nordeste desse trecho temos um desenho conjunto de deck em madeira e areia de praia, configurando uma espécie de piscina natural, onde os banhistas ficam protegidos do trânsito de embarcações.

Ao Sul, adjacente à área de praia, algumas áreas de gramados conformam espaços para atividades culturais ao ar livre como um espaço shows (16), por exemplo. Um anfiteatro ao ar livre de formato circular (17) está posicionado nesse local.

Na extremidade leste, adjacente ao Pontão do Lago Sul. Além de outra praça de chegada (7) temos áreas de estacionamento (8) e quadras poliesportivas (19).

 

Área 2 – Lago Sul

Junto à área do Morro do Asa Delta, chamada também anfiteatro do Lago Sul, sugere-se a implantação de um píer e atracadouro (1), como a possibilidade de terminal de transporte intermodal hidroviário (2).  Sugere-se o aproveitamento e manutenção dos usos característicos locais como a prática esportiva de kitesurf, kayak, standup paddle e voo livre. O atracadouro tem potencial para organizar inclusive as atividades esportivas.

Seguindo na direção sudoeste, a partir do anfiteatro do lago sul, chega-se a uma área de lazer, comércio e serviços (3) que conta também com playground (4), academia ao ar livre (5), quadra poliesportiva (6) e uma pequena praça de chegada (7) com visual para o lago.

No sítio constituído como Parque Ecológico da Garça Branca é possível apreciar conformações naturais de extrema qualidade paisagística, com qualidades raras no Distrito Federal. Para esse setor foram propostas: passarelas elevadas (8), wetlands (9), área de observação das veredas, trilhas (10) e equipamentos para a prática de esportes (11). Apesar dos usos e intervenções sugeridos, a diretriz principal da área é a recomposição da vegetação nativa – fitofisionomias do cerrado – nos locais em que houver suporte dos tipos de solos e condição de umidade.

Seguindo na direção nordeste, a proposta prevê um circuito para educação ambiental no formato de um círculo com 400 metros de diâmetro (12). O pavimento do círculo varia, assim como as formações naturais do seu entorno: deck sobre a água (13), passeios em alameda (14), trilha na savana (15), caminho no bosque (16), passarelas na copa das árvores (17), são algumas das possibilidades. Na chegada, junto à porção sul, um pavilhão educacional (18) e uma pequena praça (7) fazem a recepção do visitante. A educação ambiental torna-se um passeio guiado, com potencial de atração turística e para escolas locais, por exemplo. Nas áreas externas ao círculo, além das atividades de educação ambiental, os espaços podem servir para atividades culturais como apresentações ao ar livre, por exemplo.

A oeste dessa área propõe-se um píer com a função de mirante horizontal sobre a paisagem da desembocadura do Córrego do Cocho (19).

Uma marina com capacidade para 100 embarcações em área molhada (20). Esse equipamento conta com área social, restaurante, área de logística, apoio, oficina e estacionamento.

Continuando a nordeste dessa área, propõe-se uma praça de chegada (7) com estacionamento (21), paraciclos e lanchonete (22).

Além dessa área, no próximo setor, uma praia com 750 metros de faixa de areia (23), complementada com pavilhão de serviços (24): restaurante, bares, sanitários e vestiários. Na extremidade leste da praia, um atracadouro (25) permite a chegada de visitantes também pela água. Ao sul do pavilhão de serviços ficam áreas de lazer e esportes (26): campo de futebol, quadras poliesportivas, playground e academia ao ar livre.

Na porção mais a leste, junto à desembocadura do Parque Ecológico Canjerana, um deck (27) faz a conexão com a área seguinte do parque. Nesse ponto, de forma a desfrutar das visuais da localidade, propõe-se um mirante vertical (28).

 

Área 3 – Lago Norte

O Parque Ecológico das Garças é extensivamente utilizado pela população do Lago Norte. Seus espaços de escala paisagística típica da savana permitem visuais abertas também para as margens opostas do Paranoá, especialmente para a área da península que abriga o Palácio da Alvorada.

Nessa extremidade da península, são preservadas as possibilidades de uso já existentes como as áreas de praia (1) e espaços para prática de kitesurf e futebol (2). Para dar suporte a essas atividades propõe-se a implantação de pavilhão de serviços com bares, lanchonetes, vestiários e sanitários (3).

Na porção norte, uma via de serviços organiza e conecta os acessos de veículos aos estacionamentos (4), além de servir como acesso de carga e descarga aos serviços oferecidos.

Na área a oeste são estabelecidos cinco lotes destinados ao uso comercial (5) – sugere-se atividades como restaurantes e bares – totalizando uma área parcelada de 6300 m2 conforme solicitação do edital.

O principal elemento de articulação formal e identidade visual da península é um passeio constituído de duas vias que se conectam em dois pontos: na praça de chegada (6) – ao norte – e num deck sobre a água (7) – ao sul. O retângulo formado por esses elementos torna-se assim um novo articulador espacial do Parque Ecológico das Garças, setorizando atividades e organizando fluxos de acesso e permanência.

Seguindo pela orla na direção norte temos na sequência: áreas esportivas (8), quiosque para piquenique e churrasqueiras (9). Na altura da SHIN QI 14 temos uma nova área de lazer com quadras poliesportivas (10) e uma área de comércio e serviços onde sugere-se a implantação de restaurante, sanitários e vestiários (11). Nesse trecho um deque de madeira avança sobre a água para permitir continuidade nos percursos peatonais além da possibilidade de acesso pela água (12). A intenção também é que desse elemento construído sejam possíveis visuais para locais como: Hospital Sarah Kubitschek, Ilha do Retiro e Prainha do Lago Norte.

O acesso à orla nesse trecho é realizado a partir da Estrada Parque Península Norte (EPPN) onde desenha-se uma praça com paraciclos e equipamentos públicos (13).

Na continuidade noroeste dessa área temos o sistema de ciclovia/passeio que conecta à área adjacente ao Hospital Sarah Kubitschek. Ao longo dessa linha sugere-se a ampliação da largura de passeio de forma a qualificar também os espaços públicos de acesso ao edifício (14).

Chegando ao chamado Ponto de Interesse de Atração Norte temos uma praça (6) que aproveita a cota elevada da topografia em relação ao lago para gerar visuais sobre os componentes paisagísticos da região.

O relevo desse trecho permite também visualizar adequadamente a prática de esportes que ocorrem nas elevações mais baixas: natação, cross triathlon e moutainboard (15), já existentes na região. No centro desse trecho a principal diretriz é a preservação dos remanescentes de cerrado (16), conjugada com a prática de esportes de baixo impacto.

Junto à linha d’água, preservando a vegetação ciliar, propõe-se a implantação de deques que conformem uma área de treinamento para cross triathlon. É constituído de piscinas que comportam trechos de natação em águas abertas com 50 metros (17) e com 250 metros (18) de forma a permitir diferentes tipos de prática esportiva. Além disso esses espaços servem como área balneárias de lazer da população em geral, nos momentos em que os treinos não estejam acontecendo.

 

Estratégias sugeridas de fontes de receita do empreendimento:

01 – Concessão de uso e exploração comercial dos lotes destinados a atividades de serviços em cada uma das áreas.

02 – Concessão de uso das áreas destinadas às duas marinas de embarcações nas áreas do Lago Sul 1 e Lago Sul 2.

03 – Aluguel de área para shows ao ar livre na Área Lago Sul 1.

04 – Aluguel de área de anfiteatro ao ar livre na Área Lago Sul 1.

05 – Concessão de direito de uso de 17 restaurantes, lanchonetes e locais de comércio previstas nas áreas de detalhamento: Lago Sul 1 (2 lotes comerciais) , Lago Sul 2 (7 lotes comerciais) , Lago Norte 3 (8 lotes comerciais).

06 – Concessão de uso e exploração comercial do transporte hidroviário no lago.

07 – Concessão de uso e exploração comercial de linhas turismo tanto de ônibus, quanto aquaviárias que possam fazer circuitos e passeios ao redor do Lago Paranoá.

08 – Direito de publicidade, adoção de empresas patrocinadoras, especialmente nas áreas sensíveis ambientalmente onde não podem ser implantados equipamentos construídos de porte.

09 – Patrocínio das áreas para prática de esportes, envolvendo manutenção das mesmas por empresas fabricantes de equipamentos esportivos.

10 – Patrocínio e manutenção dos objetos de mobiliário urbano e comunicação visual por empresas do ramo que administrem anúncios publicitários.

11 – Em todas as praças de acesso um sistema de aluguel de bicicletas – bikesharing – terceirizado.

12 – Direitos de nome, administração e concessão, com direito a cobrança de ticket da Roda Gigante proposta na Área 1 – Lago Sul.

Autores:

Emerson Vidigal, Eron Costin, Fabio Henrique Faria, João Gabriel Rosa, Martin Kaufer Goic

Colaboradores: 

Daniela Moro, Gabriel Tomich, Matheus Fernandes

Consultores:

Paula Farage (paisagismo)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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